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terça-feira, 27 de maio de 2014

Análise Wolfstein: The New Order


"Wolfstein: The New Order" é um game de gênero ação, aventura, drama e pitadas de humor negro, e claro, é considerado um 'first person shooter' (FPS), sendo o nono jogo da série "Wolfstein". O game foi lançado para as plataformas da nova e antiga geração de consoles, dentre elas Playstation 3, Playstation 4, Xbox 360, Xbox One e PC. O jogo foi desenvolvido pela "Machine Games" e publicado pela grandessíssima "Bethesda Softworks", lançando primeiramente no dia 20 de maio de 2014 na América do Norte. 

Info:

"The New Order", assim como o título sugere, se passa em uma década de 60 alternativa, na qual, a Alemanha ganha a Segunda Guerra Mundial, e dessa forma, os nazistas tomam controle do mundo inteiro. O protagonista é William "B.J." Blazkowicz, que junto com todo o seu esquadrão, se vê à beira da morte nas mãos do maligno "Deathshead", que pretende usar seus corpos para experimentos científicos. 

Conseguindo escapar, mas com danos ao seu cérebro, Blazkowicz fica em uma coma de 14 anos num asilo psiquiátrico, até o momento que acorda, e junto com seus novos amigos, e inquilinos do asilo, descobre que os nazistas ganharam a Guerra, e dominam todo o mundo, com uma tecnologia de armas praticamente invencível. Blazkowicz então parte em uma aventura para resgatar seu esquadrão e colocar um fim no Terceiro Reich. 

Conceito Muito Interessante, Desenrolar Fraco:

O enredo de "The New Order", infelizmente, peca em diversas características durante a jogatina. Com isso, o interessantíssimo conceito que gira em torno de toda a franquia "Wolfstein", se perde em um desenrolar desinteressante. Fatos como personagens não tão cativantes, mas que pelo menos tentam ser, ou então o game não mostrar em nenhum momento a figura de Adolf Hitler, e assim, preferir trazer um vilão fictício, mas que não consegue emplacar no universo anti-judeu da época. 

Esse já é outro fator a se comentar, em relação aos judeus. Todos sabem que foram eles os povos vítimas das reais crueldades dos nazistas, mas, em momento nenhum na jogatina, nós sabemos se eles existem realmente, e se, após o término da guerra, foram de fato todos exterminados. Com isso, o jogo prefere focar no heroísmo e coragem dos EUA, mas que, não admite que seu personagem seja um americano, e inventa que ele é polonês ou algo do tipo. 

E por fim, "The New Order" caí na armadilha dos gêneros. O game não sabe se prefere focar em dois lados totalmente diferentes: o drama ou a comédia. Na grande maioria dos momentos de 'custcenes', nós vemos cenas bem clichês e dramáticas, envolvendo tanto o protagonista quanto a trupe de coadjuvantes. Já em outras cenas, a trilha sonora junto com momentos de ação frenética investem na comédia exagerada, e o game se perde em um labirinto sem fim. 

O enredo de "The New Order" peca no momento que não aborda características essenciais 
da Segunda Guerra, além de não saber em qual gênero seguir com a trama

Gráficos Legais:

"Wolfstein" é mais um daqueles games que lançaram para plataformas de ambas as gerações, tanto a antiga, quanto a nova. Ou seja, é óbvio que a diferença gráfica é a característica mais gritante entre as versões. Eu particularmente joguei na versão PC, e com isso, acabei sentindo como são os gráficos do game com a nova geração. Sendo assim, nós conseguimos ver que os gráficos são legais, mas sinceramente, não passam disso. 

O game é um FPS com 'cutscenes' e computações gráficas, e essas são muito bonitas, e mostram que sim, o título tem um certo potencial gráfico. Mas, para um game preferencial da nova geração, ele pode deixar a desejar para alguns. Mas ainda sim, vale lembrar, eles estão longes de serem ruins, mas estão mais distantes ainda de serem maravilhosos. 

Tanto as custcenes quanto as computações gráficas de "Wolfstein" 
são de qualidades, mas não chegam a ser maravilhosas 

Jogabilidade Diversificada e Frenética:

Parte do marketing de "The New Order" girou em torno de sua jogabilidade. Desde cedo, nós já sabíamos que poderíamos jogar de duas maneiras: 'stealth' e na forma de ação frenética. Ambos os jeitos apresentam problemas, o que faz com que a jogabilidade geral de "Wolfstein" perca uns pontinhos. Sim, a jogabilidade é diversificada ao extremo, pois podemos fazer várias coisas, como escolher armas futurísticas em um gigantesco arsenal ou trucidar, literalmente, os nossos inimigos, o que sempre é muito bom quando se trata de nazistas.

Na parte da ação frenética, o jogador tem um gigantesco arsenal de armas para aniquilar os sues inimigos. Não existe segredo, você pode até mesmo carregar dois fuzis ao mesmo tempo (gastando munição mais rapidamente, mas destruindo seus inimigos). Vale lembrar que se você ir dessa maneira, a jogatina do game inteiro fica muito mais difícil, o que deve agradar os jogadores 'hardcores'.

A jogabilidade frenética do game é bem divertida, 
mas também eleva bastante a dificuldade do game

No modo 'stealth', nós temos possibilidades mais limitadas. Aqui, o protagonista irá se agachar e fará uma posição que até lembra o lançado recentemente "Thief" (esse já exclusivo do gênero stealth). Com uma ou duas facas, você poderá tanto jogá-las contra o inimigo, quanto chegar bem perto do mesmo e matá-lo, de forma bem violenta, além de usar pistolas com silenciadores. Mas, o estilo 'stealth' de "The New Order" tem um sério problema. Claro, em alguns momentos seremos obrigados a agir de forma silenciosa, e nesses momentos, são os quais nós percebemos o quanto a inteligência artificial dos nossos inimigos é ruim. Você simplesmente chega na frente deles e a reação é quase nula, pois se eles conseguirem lhe ver, o máximo que farão é ir caminhando até você, com base a achar que o jogador está escondido. 

No modo 'stealth', você pode carregar desde 
duas facas até uma pistola silenciadora

Controles Desregulados ao Extremo:

Um dos maiores problemas de "The New Order", sem dúvida, são os controles. Completamente desregulados e sem precisão nenhuma, em muitos momentos da jogatina você pode estar correndo com o seu jogador, e do nada o mesmo poderá jogar uma granada, ou trocar de arma repentinamente. 

Não, isso não é um problema no seu controle, o game que tem esse desregulamento sério. Sem sombra de dúvida, é um fator que irrita o jogador ao longo do game, e que faz com que a diversão da jogabilidade frenética e sangrenta perca parte do brilho. 

Antecedentes de Peso:

Não, "The New Order" não é o primeiro game da franquia "Wolfstein", muito pelo contrário. A série já possuí um fichário extenso, e ao longo de sua "carreira", já se foram 8 títulos, sendo "The New Order" o nono. O primeiro game foi lançado em 1981, intitulado como "Wolfstein Castle", lançado para Atari 400/800, Apple II e MS-DOS

Após isso, vieram títulos bem diversificados, como "Spear of Destiny" (que sim, faz parte da franquia "Wolfstein") ou "Wolfstein RPG". O game anterior a "The New Order" veio em 2009, intitulado apenas como "Wolfstein". 

Alguns dos sucessores de "The New Order"

Nightmare! - Modo Bem Bacana:

"The New Order" tem uma surpresa para os fãs dos games anteriores da franquia. Na nossa 'safe house' existente no jogo, há uma cama localizada nos andares superiores do local. Lá, haverá uma cama abandonada, com garrafas de bebidas alcoólicas e uma bela bagunça em volta. Enfim, se você coloca na opção de dormir naquele colchão, o protagonista irá narrar uma trajetória intitulada como "Nightmare" (Pesadelo, na tradução), e com isso, uma jogatina de "Wolfstein 3D", lançado em 1992, irá ficar disponível, com toda aquele estilo '16 bits', lembrando bem o Nintendo 64. Sem dúvida uma bela tática dos produtores. 

Comparações de "Wolfstein 3D" para o atual. 
Uma singela homenagem é feita no novo game

Variedade de Armas:

Uma das características positivas que "Wolfstein: The New Order" apresenta, sem dúvida, é o belo arsenal de armas. Existem cerca de 2 tipos de fuzis, 2 tipos de 'shotguns', 1 rifle de precisão, 2 facas e 3 pistolas. Isso tudo sem contar nas armas sônicas que existem no game, nas quais usadas principalmente nas retas finais do jogo. Sim, todo esse arsenal não pode ser comparado a um "Borderlands" da vida, mas, pense no lado positivo, o último prefere focar no número de armas do que na qualidade do enredo. 

Muitos Bugs:

No início de seu lançamento, 'youtubers' gerais e outros sites especializados condenaram bastante o excesso de bugs que "The New Order" estava apresentando. Isso era mais que evidente no começo da jogatina, principalmente. Mas, felizmente, esses problemas foram se aliviando conforme a jogatina foi progredindo, mas continuaram lá até o final. 

Problemas como inimigos parados, o jogador ficar preso em obstáculos inexistentes ou o protagonista atravessar o cenário, são alguns exemplos de falta de ajustes na jogatina, que não a estragam, mas podem tirar um certo brilho da nota final do título. 

Sangrento ao Extremo:

Marca já registrada na franquia "Wolfstein", ter um estilo totalmente sangrento e trazer altas mutilações, estão presentes novamente, e muito bem feitas. No game, a violência gráfica acaba se tornando uma das características mais divertidas da jogatina, principalmente para quem gosta de FPS. 

Quando você atira no braço de um nazista, o mesmo sairá voando, caso você acerte o estômago do inimigo, os seus intestinos irão ficar amostra, e por fim, se você atira na cabeça do soldado, fazendo assim o famoso 'headshot', a composição facial do inimigo irá explodir. Sem dúvida uma das melhores características da jogatina, principalmente quando se trata de nazistas. 

A violência gráfica de "Wolfstein" é um dos 
pontos mais divertidos da jogatina

Trilha Sonora de Qualidade:

Um dos pontos que mais me agradaram na jogatina de "Wolfstein", sem dúvida, foi a trilha sonora. O game conseguiu de forma totalmente agradável escolher suas faixas musicais nos momentos certos. Como já foi dito, o jogo prefere focar em diversos gêneros, e com isso, existem músicas de todos os gostos. 

Em momentos dramáticos, ou até heroicos, toca-se uma musiquinha melancólica de fundo. Em momentos de ação, e também essenciais no enredo, pode-se tocar batidas do bom e velho rock 'n roll. Um capricho sem fim por parte dos produtores.   

Dificuldade Elevada:

A dificuldade geral de "The New Order" não pode ser considerada difícil, isso se formos comparar com jogos considerados 'hardcores', patamares como "Dark Souls" ou "Serious Sam", mas, existem momentos na jogatina que a situação aperta para quem não está acostumado com esse tipo de game, principalmente nas várias lutas contra 'chefes'. Existem 4 níveis de dificuldade, e aqui eu estou me referindo ao normal, que isso fique bem claro. E para quem estiver jogando o game: prepara-se para o 'boss final', pois esse sim é um desafio. 

Resultado Final:

No final, "Wolfstein: The New Order" não é um jogo decepcionante, mas também não é um título memorável. O game tem um enredo que poderia ser bem mais aproveitado, trazendo diversas outras características a um universo "nazista moderno", e ao invés disso, prefere colocar robôs na jogatina inteira. Os gráficos são bonitos, principalmente nas computações e 'custcenes'. E por último, a jogabilidade é legal, mas apresenta sérios problemas, como bugs e o desregulamento dos controles, que atrapalham durante o 'gameplay'. 

Por fim, vale mais a pena você esperar o game abaixar o seu preço no futuro, e com isso guardar o seu dinheiro para títulos que viram a seguir em 2014. 

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Wolfstein: The New Order
PS4 / PS3 / Xbox One / Xbox 360 / PC
Maio de 2014

"Wolfstein: The New Order" é um game de gênero ação, aventura, drama e pitadas de humor negro, e claro, é considerado um 'first person shooter' (FPS), sendo o nono jogo da série "Wolfstein". O game foi lançado para as plataformas da nova e antiga geração de consoles, dentre elas Playstation 3, Playstation 4, Xbox 360, Xbox One e PC. O jogo foi desenvolvido pela "Machine Games" e publicado pela grandessíssima "Bethesda Softworks", lançando primeiramente no dia 20 de maio de 2014 na América do Norte. 

Enredo: "The New Order", assim como o título sugere, se passa em uma década de 60 alternativa, na qual, a Alemanha ganha a Segunda Guerra Mundial, e dessa forma, os nazistas tomam controle do mundo inteiro. O protagonista é William "B.J." Blazkowicz, que junto com todo o seu esquadrão, se vê à beira da morte nas mãos do maligno "Deathshead", que pretende usar seus corpos para experimentos científicos. Conseguindo escapar, mas com danos ao seu cérebro, Blazkowicz fica em uma coma de 14 anos num asilo psiquiátrico, até o momento que acorda, e junto com seus novos amigos, e inquilinos do asilo, descobre que os nazistas ganharam a Guerra, e dominam todo o mundo, com uma tecnologia de armas praticamente invencível. Blazkowicz então parte em uma aventura para resgatar seu esquadrão e colocar um fim no Terceiro Reich. 

Nota: 7,8

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~Lolo GM

Um comentário:

  1. Olá, tudo bem? Primero, parabéns pela análise. Discordo em alguns pontos, talvez pela questão do tempo em que estamos jogando, especialmente no quesito bugs, pois agora em 2022, é óbvio que a Bethesda deu uma melhorada, mas no seu período de lançamento, como de costume, tem bug pra dar e vender. Jogamos exatamente esse game, Wolfenstein: The New Order, de tal forma que esperamos que a Análise saiba em breve lá no Guariento Portal, portal de curiosidades e de games. Porém, mais recentemente, destacamos a franquia para todos aqueles que querem saber como deve ser o tratamento a ser dado a gente nazista. Se quiser dar uma olhada, agradecemos por demais. https://guarientoportal.com/lista-wolfenstein-saboteur-games-nazi

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